• Equipe Massao Kanesaki

Mãe de Indaiatuba cria aplicativo para ajudar autistas


Uma inovação voltada a pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), já está disponível para usuários de Indaiatuba e região. Idealizado por Elaine Marques, mãe de uma garota com TEA, o aplicativo Rede Azul reúne um amplo catálogo de estabelecimentos, instituições de ensino e profissionais relevantes para essa comunidade.


O app é uma iniciativa colaborativa, permitindo que pessoas envolvidas com a causa realizem indicações e avaliem as opções oferecidas dentro da aplicação e pode ser baixada na Play Store, que é utilizada em celulares que funcionam pelo sistema Android. Basta buscar o nome Rede Azul .


Desde que sua filha, Alícia Nicol Marques, foi diagnosticada com Síndrome de Asperger — um dos Transtornos do Espectro Autista —, Elaine Marques viu-se em meio a muitos obstáculos. Além da dificuldade de realizar o diagnóstico, tornaram-se tarefas complexas a busca por tratamentos, medicamentos e até ensino adequado para Alícia. “Eu fico indignada com as dificuldades que tenho para atender as necessidades de tratamento e qualidade de vida da minha filha. Percebi que não podia ficar parada, tinha que agir. Por isso, comecei a estudar como poderia criar o aplicativo e ir atrás das pessoas que me ajudariam nisso”, conta a CEO do Rede Azul, Elaine Marques.


Rede Azul


De início, o aplicativo abrangerá cidades da RMC, além de Salto, Itu e Elias Fausto. A intenção, contudo, é expandi-lo gradativamente até funcionar em todo território nacional. Por enquanto, será disponibilizado em versão piloto, na Play Store, em etapas. Primeiramente, será permitida a entrada de 300 usuários comuns, sendo que os 100 primeiros serão colaboradores, ou seja, vão inserir indicações de serviços, profissionais e espaços já utilizados por eles, que serão denominados Pontos Azuis — locais adequados para pessoas com TEA. Em uma segunda etapa, o aplicativo será aberto para 1 mil usuários, em todo País, que também poderão começar a indicar os Pontos Azuis e avaliá-los.


Inclusão e TEA


Estima-se que existam cerca de 2 milhões de brasileiros que possuam algum nível do TEA. Mesmo com esse número relevante, ainda existem dificuldades para que essas pessoas levem uma vida de qualidade. Alícia Marques, por exemplo, levou seis anos para ser diagnosticada e atualmente, com 17 anos de idade, relata: “Eu tenho a minha própria maneira de realizar algumas atividades e, muitas vezes, tenho dificuldade em explicar isso. Algumas tarefas eu não consigo fazer. No dia a dia, eu me sinto diferente de outras pessoas em vários aspectos, por exemplo, na forma de pensar, de falar e de focar em certos temas”.


A Síndrome de Asperger é o nível mais leve do espectro autista e ao possuí-la, a pessoa pode desenvolver um interesse restrito por certo tema, chamado de hiperfoco. “O hiperfoco da Alícia são jogos, mais especificamente do console Nintendo DS. A partir disso, ela se interessou pela cultura japonesa e, atualmente, gosta de desenhar e ler mangás, além de cantar em japonês. Porém, é um trabalho contínuo. Temos que seguir estimulando o crescimento de repertório dela e habituá-la a conversar sobre outros assuntos, até para que ela possa se socializar melhor”, afirma Elaine Marques.


Alícia Marques acredita que o Rede Azul fará diferença na vida de pessoas que possuem TEA. “Eu acredito que o aplicativo vai ajudar bastante as pessoas com TEA. Com as informações já acessíveis, elas poderão saber o que faz bem para uma pessoa com TEA, encontrando serviços apropriados e até oportunidades de emprego”, comenta.


Municípios 1ª fase Rede Azul


RMC: Artur Nogueira Campinas Cosmópolis Engenheiro Coelho Holambra Hortolândia Indaiatuba Itatiba Jaguariúna Monte Mor Morungaba Nova Odessa Paulínia Pedreira Santa Bárbara d'Oeste Santo Antônio de Posse Sumaré Valinhos Vinhedo Demais Cidades Salto Itu Elias Fausto


Com informações do Armazém da Notícia


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